Por Onde Andei

Quero dividir com você um dos momentos mais mágicos que passei nas minha vida, durante minhas viagens 4×4, dirigindo pelo deserto do Atacama, e que com certeza voltarei a ele algumas vezes, quando me lembrar de pessoas e sentimentos. Foi quando fui a Isla Negra, a última morada de Pablo Neruda. Um lugar maravilhoso, com tanta energia que me faz chorar.

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Casa de Pablo Neruda, Isla Negra

E de vez em quando acontecem aquelas conexões, aquelas mensagens, aquelas chamadas que me tocam o coração e me vejo transbordando de saudade e carinho. E quando isso acontecer estarei mais simbiótica do que nunca com meu querido amigo Pablo Neruda.

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Soneto XVII

Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
amo-te como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascendeu da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem  onde,
te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

senão assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho

Um comentário em “Por Onde Andei

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