A Charge e a Divulgação Científica

Eu tive a oportunidade de conhecer o Castelo Mourisco, edifício-sede da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Em outro post eu prometo falar sobre a arquitetura, mas hoje falarei sobre a forma de levar o conhecimento através das charges, que no início do século passado foi uma forma bem-humorada de divulgar as práticas sanitaristas.

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As rimas e as imagens sempre se reportam à educação infantil e ao cuidado geral da saúde. Desde comer muito rápido até a vacinação da varíola.

Existem várias exposições permanentes no Museu da Vida sobre este tema, e é bastante interessante saber como a ciência era divulgada para a  nossa sociedade.

De uma forma lúdica as informações eram popularizadas e uma das pranchas que achei mais interessante é a do excesso luminosidade, inclusive solar.

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Outras mais estão na Mostra Permanente no Castelo da FIOCRUZ, mas aqui coloco algumas mais interessantes.

 

Jeca Tatu não era um Matuto Indolente e sim um Brasileiro Doente

No século XIX, várias expedições científicas atravessaram o Brasil, sendo seus caminhos registrados visualmente pelos chamados artistas viajantes. Até o início do séc XX, esta era forma de registro comum não só das expedições como dos relatos da vida cotidiana do povo brasileiro. Pintores como Rugendas, Taunay, Debret pintavam a nossa sociedade, e por estas obras o Brasil foi conhecido.

Uma mudança radical ocorreu durante os projetos das Expedições Científicas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) capitaneadas por Carlos Chagas. Durante estas expedições ao interior do Brasil no período de 1911 a 1913, os cientistas participantes tinham seus registros visuais feitos por fotógrafos e não mais por artistas viajantes. Diante deste cenário, este ensaio tem por objetivo elaborar possíveis causas para a mudança na técnica de registros visuais. Continue lendo “Jeca Tatu não era um Matuto Indolente e sim um Brasileiro Doente”