O Saber Entomológico no simbolismo de diversas culturas mundiais, através das Artes Visuais*

Em todo o mundo existem referências apresentando os insetos integrados ao simbolismo de muitas culturas e suas diversas tradições. Devido à sua ampla abundância e distribuição, esses seres estão constantemente em contato com as pessoas. As experiências decorrentes das situações de envolvimento entre o ser humano e os insetos, teoricamente, afetam o julgamento, o tipo de percepção e a atitude para com esses animais. O fascínio provocado pelos insetos nos seres humanos influencia de formas variadas no seu cotidiano cultural seja ele como: música, literatura, linguagem, teatro, cinema, alimentação (entomofagia), medicina (entomofobia e entomoterapia), artes plásticas, artes gráficas, entretenimento, sexualidade, filosofia, folclore. Ensinar zoologia, atualmente, tem se tornado algo enfadonho, devido à extensão do assunto e, muitas vezes, ao fato do conteúdo ser repassado sem sequer usar a transversalidade ou a interdisciplinaridade. Precisamos pensar em novas estratégias que orientem a condução dessas informações a horizonte onde os animais tenham uma importância maior, independentemente do nicho ou do habitat em que estejam. A visão negativista em relação aos insetos pode influenciar os sentimentos e as atitudes direcionados a esses organismos, levando os indivíduos a ações agressivas. Deve-se, então, além do conteúdo acadêmico, incorporar o conhecimento entomológico no fazer pedagógico cotidiano. O saber simbólico-imaginário das diversas culturas está repleto de personificações advindas do universo entomológico. Neste trabalho se pretende apresentar os símbolos no campo das artes visuais em diversas culturas e a associação destes com as habilidades, hábitos e formas dos insetos. Alguns destes símbolos expressam características de poder e proteção. Com referência à simbologia, temos Khepri, simbolizado pelo besouro do esterco (Coleoptera: Scarabaeidae) que, na cultura egípcia, era a representação matutina do deus sol. Nessa mesma cultura a abelha representava o Baixo Egito. Entre o povo Hopi, da América do Norte, temos a Palhik Mana, também chamada de “donzela borboleta”, que é uma dançarina cerimonial. Na tradição japonesa, há a figura do Mon, que é um pictograma em formato circular que faz alusão o sol. No interior destes pictogramas são representados elementos de fauna e flora. Existem dois “mon” com representações de insetos, a libélula (Odonata) e a borboleta (Lepidoptera). A fusão do pictograma com os insetos confere um significado positivo ao significado. Tanto o “mon” quanto outros símbolos sempre estiveram associados ao sobrenatural e ao desconhecido das antigas culturas, e passam de geração em geração apenas o símbolo, esquecendo status quo da imagem e a sua contribuição no entendimento das tradições.

* trabalho apresentado no III Colóquio de Zoologia Cultural, em 15/09/2018. Trabalho realizado em parceria com Arlindo Serpa Jr.

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Salta La Linda

Em minhas viagens, de todas as cidades que passei a que mais me apaixonei foi Salta, que fica a noroeste da Cordilheira dos Andes.

Além de ser a cidade mais hospitaleira, ela tem uma vivência cultural intensa. Salta foi a cidade que mais preservou sua arquitetura colonial, que se funde com as construções neoclássicas. A catedral de Salta tem detalhes belíssimos, e suas cores em tons pastéis salta aos olhos.

A Igreja de São Francisco de Salta é um dos mais belos edifícios de estilo neoclássico do século XIX na Argentina.

O Museu de Arqueologia de Alta Montana (MAAM) possui em seu acervo as múmias mais bem conservadas do mundo. Devido à baixa temperatura da Cordilheira dos Andes e à baixa umidade, elas foram muito bem conservadas por séculos dentro dos cestos que foram enterradas em sacrifício. As pessoas sacrificadas (neste caso três crianças incas, chamadas de los niños há mais de 500 anos) foram embriagadas com cauim – uma bebida alcoólica à base de milho, colocadas  dentro dos cestos e assim morreram de frio e sufocadas.

Além desta maravilha, temos o Museu de Belas Artes (abaixo), que possui em eu acervo cerâmicas e outros objetos da fantástica civilização inca.

Em Salta eu fiquei hospedada no Alto Parque Hotel.   Este hotel fica perto do Centro da cidade, e é um hotel muito aconchegante, com garagem própria –  o que é o paraíso para quem viaja de carro – os quartos são amplos e arejados e se algum dia quiser ir para Salta, o que eu recomendo de olhos fechados, fique neste hotel.

A cidade é arborizada, as pessoas são cordiais. Existem várias praças com cafés onde voce pode dar uma descansada depois de correr o circuito dos museus. Tanto que o apelido de Salta é la Linda, Salta La Linda, sem nenhuma dúvida.

Das duas vezes que subi a Cordilheira dos Andes eu fiquei um tempo em Salta La Linda, e não tenha dúvida, voltarei a ela com certeza!