O Mosaico em Outros Contos

Tenho um amigo muito querido – Pacha Urbano – que lançou uma proposta super interessante de mini contos sobrenaturais baseado em troca de cartas, e é claro que amei a idéia e estou me dedicando a este projeto dele.  Aguarde minha carta, meu amigo!

E aí eu comecei a refletir: sobre o que escrever? São tantas coisas neste mundo que me fascinam, histórias que gostaria de compartilhar! Dúvida cruel!

E aí me dei conta que na verdade somos um grande mosaico. Não aquelas peças mal acabadas (ok, alguns o são), mas sabe aquele mosaico lindo, de pequenos detalhes e que passa a emoção quando vemos o todo? Sim, este somos nós. Embora possamos ter vários mosaicos com o mesmo tema, cada pedacinho cria uma identidade toda própria.

mosaico

Certamente não somos iguais a ninguém e nem tampouco poderemos ser. Mas me incomoda como atualmente há a necessidade de tantos de ajustarem a padrões de beleza e status generalistas.

E como consequência temos pessoas que não se identificam consigo mesmas, suas definições, qualidades e defeitos são idênticas aos listados nos sites de emprego. Você pergunta quem são e respondem o que fazem, o que têm, onde foram.

Como saber qual sua essência? De que contos, de que histórias e vivências você é feito? Será que segue apenas um padrão; ou será que consegue, mesmo com tantos pedaços diferentes criar um belo mosaico?

Para escrever minha carta para o Pacha, me vi pensando assim, de como é minha construção, e cheguei a conclusão de que eu tenho que caprichar no rejunte, porque senão vão pensar que sou uma peça mal feita. Afinal, na mesma semana que eu estava expondo com meu Ateliê na Feira Medieval Carioca, com roupas medievais, espartilho etc. assistindo um duelo de espadas, me encontro cinco dias depois com a já tradicional roupa de metaleira “batendo cabelo” no show do Deep Purple. Uma pastilha vermelha e outra azul mas que junto com tantas outras, de tantas matizes, formam quem sou.

Acho que a beleza na construção do indivíduo é “costurar” todas suas partes da forma mais coerente e harmônica com seus propósitos de vida possível; sendo minimalista no sentido de realmente só utilizar o que é importante para nossa essência, sem querer usar pastilhas que não se encaixam em nosso mosaico só porque muita gente usou e deu certo.

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