Marianne North, uma vitoriana entre nós

Marianne_North01Muito pouco se escuta falar desta fantástica mulher – Marianne North. Nascida em 1830 na Inglaterra vitoriana, esta mulher teve seus objetivos bastante definidos: queria participar de expedições científicas como pintora / ilustradora botânica.

Alheia à sociedade, que impunha a mulher o papel de mãe e esposa, ela se aventurou por vários territórios desconhecidos, como o nosso Brasil em 1872. Entre 1871 e 1885 participou de algumas expedições, deixando um legado que cerca de 800 pinturas, doadas ao Royal Botanic Gardens, em Kew. Destas viagens também existem 3 diários publicados.

Sua jornada começa com uma promessa no leito de morte de sua mãe, que pediu que ela não abandonasse seu pai sozinho. Como seu pai viajava bastante, ela o acompanhou durante 14 anos em outros lugares, como o Oriente Médio. Após a morte do pai em 1869, ela saiu a viajar pelo mundo, pintando “espécies exóticas” nas mais diferentes colônias / países dos trópicos.

O trabalho desta pioneira vitoriana no campo da Botânica e das Artes deve ser exaltado. Poucas mulheres deste período trabalharam em prol da Ciência de da Arte de maneira tão bela. Podemos imaginar o que é preconceito da sociedade contra uma mulher solteira, viajando pelas Américas e Africa em expedições formadas por homens, desenvolvendo um trabalho riquíssimo em termos de ilustração.

Era fácil ser Debret, era fácil de Rugendas. Mas com certeza não era fácil ser Marianne North.

A ela, todo meu respeito!

Em Um Sábado a Tarde

hand-2906456_640São 14:37hs de sábado. O 13 está cheio de pessoas que almoçam tarde fim de semana. Vão buscar os pais, os filhos; saem tarde do futebol e param para uma cerva gelada.

Parei aqui enquanto Jorginho lava meu carro, também depois de tanta chuva ele ficou vergonhosamente sujo.

Mas voltemos ao que interessa… sentei sozinha um lugar para 4 pessoas. Chegaram dois homens suados do futebol de sábado e lhes ofereci pegar a mesa que estava sobrando para se sentarem.

Após sua saída se aproximou uma família de 4 pessoas. Perguntei se queriam cadeira que estava sobrando em minha mesa (haja visto que só sento em uma) o que aceitaram prontamente.

Percorri os olhos em busca de mais um cadeira e percebi que a maiorias das mesas de seis lugares estavam ocupadas em sua maioria por casais, ou seja, tinham 4 vagas ociosas em casa mesa.

Todos fingiam não ver aquela senhora de quase 80 anos em pé, pernas inchadas esperando um vaga para sentar.

Tentei desculpar as mesas com muitas vagas ociosas com o instinto de conservação e defesa do território mas minha justificativa tinha base fraca pois todos estavam comendo e bebendo fartamente.

Aí percebi o quanto somos egoístas, depois se devidamente acomodados pouco nos interessa o outro, que se dane o outro.

Farinha pouca…

Nestes momentos não consigo ver a famosa alegria e hospitalidade brasileira e carioca . Apenas pessoas egocêntricas que não conseguem despertar empatia pelo próximo .

Que lutam pelos seus direitos em discursos, mas que pisam na necessidade do outro…