Sua Vida Pelo Meu Olhar

Este semestre eu fiz uma disciplina chamada A História da Fotografia.

O trabalho de fim de curso foi produzir um vídeo de tema livre, e eu escolhi como tema o olhar do meu filho Johann, de 23 anos, sobre sensações e sentimentos. O desenvolvimento foi bastante interessante pois não estava valendo a materialidade, ou seja, ele não poderia listar coisas materiais, tinha que ser subjetivo.

Ele listou 7 coisas, que amava, 7 coisas que odiava e 7 objetivos do futuro. Após a definição desta lista, eu entrei no banco gratuito de imagens pixabay e selecionei imagens que no meu entendimento representava as sensações / sentimentos. Uma questão bastante interessante foi que no vídeo eu não consegui colocar “odeio”, pois para mim é uma das palavras mais fortes negativamente para se dizer. Eu substituí por “rejeição”.

Ao apresentar o trabalho na disciplina, constatei que, independente da geração, nós ainda temos os mesmos desejos e sonhos, que as imagens foram bem compreendidas, mesmo que o vocabulário seja diferente.

O vídeo está publicado no youtube, onde abaixo colei a URL. Espero que gostem. Me mandem um alô sobre o que acharam. é só clicar em “sobre o blog, sobre mim”.

https://www.youtube.com/watch?v=QA-W-y9GqUY

Liderança Feminina é “mais frágil”​?

http://www.pixabay.com

Vejo alguns sites de emprego e os milhares de “coaches” publicando posts “o que você deve dizer em uma entrevista de emprego” com características decoradas e replicadas para todos os lados.

“As empresas buscam alguém que seja assim, assado e ensopado”. Dizem os posts – pronto! morri, pois não sou paciente.

Acho meio complicado isso, pois posso decorar estas listas, fazer esse papel na entrevista, ser aceita no emprego, mas na hora da prática diária eu não consigo me posicionar de acordo com o peixe que vendi.

E no meu entendimento, ser líder é muito diferente de chefiar uma equipe, independente do tamanho e do tipo. Aprendi isso quando coordenei equipes e projetos onde mais de 95% dos colaboradores eram homens em ambiente off-shore, onde não é muito producente colocar “goela abaixo” as suas ideias. Ainda mais quando você é “alguém que fica atrás da mesa no escritório” e teoricamente vem com uma “ideia mirabolante”, ou leia-se, mais trabalho para o “peão” fazer. (Lá nos primórdios já cheguei a embarcar em plataforma onde eu era a única mulher em meio a mais de 100 empregados homens).

Quando tive oportunidade de desenvolver um projeto complexo, mas que no final foi premiado e visto como práticas de destaque, inclusive se tornando conhecido em outras áreas de negócio, eu vejo que o sucesso dele foi proporcionado principalmente pelo planejamento muito bem detalhado e ao trabalho de formiguinha de ir até a ponta, escutar as necessidades e dificuldades de quem trabalhava diretamente com o objeto do projeto e fazer com que cada um deles se veja integrando um processo maior. Quando eu embarcava, eu perguntava toda a rotina deles, acompanhava e recebia uma chuva de ideias, reclamações e pedidos e tantas outras coisas que fui filtrando e ajustando ao programa corporativo sem tirar a cara do pessoal off-shore. Como eles se enxergavam no programa, abraçavam e defendiam a manutenção dele.

Para mim, como profissional, uma das maiores alegrias, além de ter o programa reconhecido, foi a primeira auditoria externa de SMS após a implantação do programa que a empresa teve. Após o encerramento, o auditor-líder conversou comigo sobre como os auditados no operacional respondiam, mostrando que tinham total conhecimento do porque o programa existia, o defendiam, e caso não soubessem responder perguntas mais técnicas, procuravam os técnicos a bordo e/ou para o grupo de terra pedindo ajuda.

A liderança feminina tem suas nuances, aprendemos com o feeling natural de a mulher saber como e quando se deve falar e agir em determinadas situações. Temos o perfil moderador, somos naturalmente negociadoras. Somos mais resilientes, ouvimos mais.

Na luta “corpo-a-corpo” de quem fala mais alto, não ganho nem no alto dos meus 1,58cm. Mas uma coisa eu te digo, não precisamos disso, aprendemos a estabelecer a hierarquia, a nos fazer respeitar, impor nossas idéias e gerenciar as melhorias de outras formas.

Como falou uma vez um gerente de plataforma ao final da auditoria interna quando fui a auditora-líder: “você é a única pessoa que conheço que nos enche de não conformidade e ainda saímos rindo da reunião de encerramento”.