O Que NÃO É Divulgação Científica

Eu vejo a Divulgação Cientifica agindo não apenas na área acadêmica, mas também como sendo de grande importância para as empresas que querem ser reconhecidas pelos seus valores socioambientais.

Semana passada, elaborando uma métrica sobre um evento para uma pesquisa de audiência, percebi pelas respostas que de uma forma geral as pessoas não sabem o que é Divulgação Científica.

Então começo dizendo o que NÃO É Divulgação Científica. Congressos, colóquios, simpósios, semanas acadêmicas, palestras científicas não fazem parte da Divulgação Científica, são eventos entre pares.

A proposta da Divulgação Científica (e este é o grande “barato”) é justamente falar de assuntos técnico-científicos para a população dita “leiga” de forma que eles entendam claramente o que você ou sua empresa se propõe.

As empresas publicam seus relatórios para o público em geral nos mais diversos meios de comunicação mas agem como se toda a população soubesse do que está sendo falado. E isso eu entendo como ser translúcido e não transparente. Afinal, o que adianta fazer uma relatório impecável cujo indivíduo comum não entende a mensagem?

Quer fazer uma divulgação eficaz, quer que a população entenda o valor agregado existente? Fale adequadamente com o público que quer atingir. Afinal, a boa comunicação abre qualquer porta.

https://www.facebook.com/osconfusentos/photos/a.491695711030633/815886918611509/?type=3&theater
https://www.facebook.com/osconfusentos/photos/a.491695711030633/815886918611509/?type=3&theater

Memória e História – Dia internacional da fotografia

Ultimamente tenho me questionado bastante sobre nossa História e a memória brasileira, já tão frágil e sendo esquecida a cada dia.

Certamente estamos vivendo em uma aldeia global, conectados por redes sociais. Mas me incomoda saber que nesta Modernidade Líquida, como nos fala Zygmunt Bauman, estamos perdendo a nossa memória cultural, ou pior, não estamos buscando por ela. E falo isso em todos as áreas do saber.

fotografia
Epréuve n°2 (acervo Instituto Moreira Salles)

Hoje se comemora o Dia Internacional da Fotografia. Este dia foi escolhido porque e 1839 na Academia Francesa de Ciências o “mundo” conhecia a invenção do daguerreótipo, o precursor da câmera fotográfica. Este nome é uma homenagem a Louis Daguerre que inventou esta máquina em 1937.

Por outro lado, temos no Brasil a figura de Hercule Florence, um franco-brasileiro que em 1833, em Campinas, havia descoberto a fotografia. A “Epréuve n°2 (photographie)” é uma fotografia de um conjunto de rótulos para frascos farmacêuticos e faz parte do acervo da Reserva Técnica do Instituto Moreira Sales.

Ou seja, seis anos antes de Academia Francesa apresentar ao mundo sua invenção, aqui no nosso país, Hercule Florence já fazia fotografias, e mais importante – devidamente registradas.

E assim eu me questiono, quantas outras tantas memórias brasileiras estão sendo diluídas no tempo ? Quanto de nosso patrimônio tanto material quanto imaterial está sendo esquecida antes de virar memória?