USHUAIA – A Baía que Mira o Poente

Ushuaia é a capital da Província da Terra do Fogo. É conhecida como La ciudad más austral del mundo (A cidade mais austral do mundo) ou La ciudad del Fin del Mundo (A cidade do Fim do Mundo). O nome da cidade provém dos idiomas indígenas yámanas: ush (ao fundo) e wuaia (baía). Milhares de anos fizeram com que as águas oceânicas causassem a erosão de uma parte considerável do continente. Violentos movimentos terrestres geraram essa divisão continental, formando uma grande ilha e um passo inter-oceânico. Em meados de 1520 a expedição de Fernão de Magalhães ao Sul da América do Sul rendeu as primeiras descrições da Terra do Fogo. Durante a travessia, os navegantes espanhóis observaram fogo e fumo sobre a costa setentrional, e em virtude disso batizaram a ilha como Terra do Fogo. A cidade foi fundada em 12 de outubro de 1884, sobre as costas do Canal de Beagle, e é rodeada pelos montes Martial e Olivia, pertencentes à cordilheira dos Andes, e pelos férteis e belos vales glaciais.

 

EU FUI AO FIM DO MUNDO!

Para chegar ao Fim do Mundo precisa de muita disposição e muito CD tocando no carro. Foram muitas “rutas argentinas” de perder de vista. Tinha dias que só se via retas infinitas. Para chegar a Ushuaia a gente tem que ter muitas folhas do passaporte em branco: entra na Argentina, sai da Argentina, entra no Chile, sai do Chile, entra na Argentina …. cheguei a Ushuaia!!! (calma, ainda não contei os carimbos de volta)

O mais pitoresco na ida foi a greve da aduana chilena. Se perceberem a foto, até a estátua está de braços cruzados! Cheguei com esta cara lavada que Deus me deu e em um portunhol vagabundo disse que eu era apenas uma turista brasileira de carro que queria chegar a Ushuaia. No fim do diálogo e de muito tempo com cara de cachorro que caiu do caminhão de mudança, eles liberaram a passagem de alguns carros inclusive o meu.

Me senti a maior das diplomatas, até pensei em fazer prova para o Instituto Rio Branco, feliz e contente com a liberação da policia chilena, até que comecei a ver as plaquinhas de “Campo Minado”, foi estranho saber onde os pneus do carro estavam passando. RsrsQuase chegando em Ushuaia tem um lugar lindo chamado lago Fagnano, que também é um pólo turístico e com uma vista linda. Confesso que acho esta uma das minhas melhores fotos. Depois de alguns dias, cheguei finalmente em Ushuaia!

O Canal de Beagle é um estreito separando as ilhas do arquipélago da Terra do Fogo, no extremo sul da América do Sul. Ele separa a Ilha Grande da Terra do Fogo de diversas pequenas ilhas ao sul. O estreito de Beagle tem aproximadamente 240 km de comprimento, e sua largura mínima é de cerca de 5 km.

Não poderia deixar de fora uma foto com o heróico Tracker que fez esta aventura. Abaixo é a vista do chalé que fiquei hospedada, cujo pôr-do-sol começava lá pelas onze da noite…

É claro que na história sempre tem um cachorro labrador para fazer a festa né?

“A Viagem do Beagle” é o título comumente dado ao livro escrito por Charles Darwin publicado em 1839 como Diário e Anotações, o que trouxe a ele considerável fama e respeito. O título se refere à segunda expedição de levantamento topográfico do navio HMS Beagle que zarpou em 27 de dezembro de 1831 sobre o comando do capitão Robert FitzRoy.

É claro que fiz um passeio pelo Canal de Beagle, o que foi simplesmente o máximo. Se Darwin fez, porque eu não haveria de seguir os passos de um dos meus grandes gurus?

No meio do caminho, encontrei loberias (locais onde ficam os leões marinhos), pinguineiras (locais onde ficam os pingüins) . Os leões marinhos fedem muita coisa! nem se consegue chegar perto, mas os pinguins são as coisas mais fofas do mundo. Durante a viagem fui a uma reserva pinguineira, que conto mais tarde.

No meio do canal, tem um farol lindo, que é o “Farol mais austral do Mundo”. Olha o charme da moça aqui com o farol ao fundo rsrsrsrs

E de brinde ainda passei pelo marco que divide o Atlântico do Pacífico! Pela segunda vez na vida, fui dar uma volta no Oceano Pacífico

Foi realmente uma viagem maravilhosa, adoro dizer que “EU FUI AO FIM DO MUNDO”! Mas não volto lá de novo, afinal …. TENHO O MUNDO INTEIRO PARA CONHECER!

Salta La Linda

Em minhas viagens, de todas as cidades que passei a que mais me apaixonei foi Salta, que fica a noroeste da Cordilheira dos Andes.

Além de ser a cidade mais hospitaleira, ela tem uma vivência cultural intensa. Salta foi a cidade que mais preservou sua arquitetura colonial, que se funde com as construções neoclássicas. A catedral de Salta tem detalhes belíssimos, e suas cores em tons pastéis salta aos olhos.

A Igreja de São Francisco de Salta é um dos mais belos edifícios de estilo neoclássico do século XIX na Argentina.

O Museu de Arqueologia de Alta Montana (MAAM) possui em seu acervo as múmias mais bem conservadas do mundo. Devido à baixa temperatura da Cordilheira dos Andes e à baixa umidade, elas foram muito bem conservadas por séculos dentro dos cestos que foram enterradas em sacrifício. As pessoas sacrificadas (neste caso três crianças incas, chamadas de los niños há mais de 500 anos) foram embriagadas com cauim – uma bebida alcoólica à base de milho, colocadas  dentro dos cestos e assim morreram de frio e sufocadas.

Além desta maravilha, temos o Museu de Belas Artes (abaixo), que possui em eu acervo cerâmicas e outros objetos da fantástica civilização inca.

Em Salta eu fiquei hospedada no Alto Parque Hotel.   Este hotel fica perto do Centro da cidade, e é um hotel muito aconchegante, com garagem própria –  o que é o paraíso para quem viaja de carro – os quartos são amplos e arejados e se algum dia quiser ir para Salta, o que eu recomendo de olhos fechados, fique neste hotel.

A cidade é arborizada, as pessoas são cordiais. Existem várias praças com cafés onde voce pode dar uma descansada depois de correr o circuito dos museus. Tanto que o apelido de Salta é la Linda, Salta La Linda, sem nenhuma dúvida.

Das duas vezes que subi a Cordilheira dos Andes eu fiquei um tempo em Salta La Linda, e não tenha dúvida, voltarei a ela com certeza!