Chá Inglês

Hoje foi mais um dia atípico no Rio de Janeiro. Frio e chuva em pleno verão. Como não desconfiei dos sinais de que a partir de agora a vida seria diferente?

E com este tempinho, me deu aquela vontade de tomar um chá inglês quentinho, junto com aquelas prosas que duravam horas na mesa da copa.

E novembro, quando você não conseguiu mais levantar sua caneca de gatinhos, que a mão já estava enfraquecida pela luta da vida, eu comprei para nós dois conjuntos de chá, um rosa e outro amarelo, para que você pudesse erguer uma xícara mais leve. De novo você não conseguiu…

Para tentar te alegrar nossa hora do chá, já que sua caneca de gatinhos estava com o peso da doença, te comprei um infusor de gatinhos, e voce sorriu. Pendurava ele na xícara mesmo vazia. Era o Wlad tomando seu chá.

E hoje, pela primeira vez tomei meu chá sozinha, na xícara rosa com o gatinho olhando para mim. Não consegui ficar nem cinco minutos à mesa. Sua xícara está vazia, e o sabor se foi junto com a cor amarela.

Mais cedo ou mais tarde irei me acostumar a apenas uma xícara na mesa, mas me desculpe… não foi hoje.

Desejos

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Sabe aquele blog que você resolve criar de forma displicente, apenas para se expressar, ter um espaço para levar pelo mundo os seus pensamentos?

Um cantinho só seu que te possibilita ser platônica e que o próprio Platão te oferece uma nuvem para você viver no mundo das idéias?

Pois este blog é isso tudo, e um pouco mais. E o bom de tudo é descobrir que existem tantas outras pessoas morando nas nuvens que eu não me sinto só!

E é a você, que compartilha comigo estas nuvens, que eu desejo…

DESEJOS

Desejo a você…

Fruto do mato

Cheiro de jardim

Namoro no portão

Domingo sem chuva

Segunda sem mau humor

Sábado com seu amor

Filme do Carlitos

Chope com amigos

Crônica de Rubem Braga

Viver sem inimigos

Filme antigo na TV

Ter uma pessoa especial

E que ela goste de você

Música de Tom com letra de Chico

Frango caipira em pensão do interior

Ouvir uma palavra amável

Ter uma surpresa agradável

Ver a Banda passar

Noite de lua cheia

Rever uma velha amizade

Ter fé em Deus

Não ter que ouvir a palavra não

Nem nunca, nem jamais e adeus.

Rir como criança

Ouvir canto de passarinho.

Sarar de resfriado

Escrever um poema de Amor

Que nunca será rasgado

Formar um par ideal

Tomar banho de cachoeira

Pegar um bronzeado legal

Aprender um nova canção

Esperar alguém na estação

Queijo com goiabada

Pôr-do-Sol na roça

Uma festa

Um violão

Uma seresta

Recordar um amor antigo

Ter um ombro sempre amigo

Bater palmas de alegria

Uma tarde amena

Calçar um velho chinelo

Sentar numa velha poltrona

Tocar violão para alguém

Ouvir a chuva no telhado

Vinho branco

Bolero de Ravel

E muito carinho meu.

 

atribuído a Carlos Drummond de Andrade (não conferi a fonte)