Jeca Tatu não era um Matuto Indolente e sim um Brasileiro Doente

No século XIX, várias expedições científicas atravessaram o Brasil, sendo seus caminhos registrados visualmente pelos chamados artistas viajantes. Até o início do séc XX, esta era forma de registro comum não só das expedições como dos relatos da vida cotidiana do povo brasileiro. Pintores como Rugendas, Taunay, Debret pintavam a nossa sociedade, e por estas obras o Brasil foi conhecido.

Uma mudança radical ocorreu durante os projetos das Expedições Científicas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) capitaneadas por Carlos Chagas. Durante estas expedições ao interior do Brasil no período de 1911 a 1913, os cientistas participantes tinham seus registros visuais feitos por fotógrafos e não mais por artistas viajantes. Diante deste cenário, este ensaio tem por objetivo elaborar possíveis causas para a mudança na técnica de registros visuais. Continuar lendo

Antropofagia Tupinambá e a Helena que Homero não Conheceu

Os índios Tupinambás foram conhecidos em toda História do Brasil por utilizarem a guerra e seus rituais antropofágicos como forma de controle social. Embora fossem uma grande etnia, no início de nossa história eles se dividiram através de guerras sangrentas que dizimaram grande parte das tribos, e os sobreviventes se refugiando em ilhas no litoral da Bahia.

Segundo a narrativa existente no 1º tomo da Revista do Instituto Histórico e Geografico Brasileiro, após os tupinambás expulsarem os Tupinaés e os Tapuias de suas terras e se localizarem da região privilegiada do litoral de Ilhéus, eles começaram uma grande e sangrenta guerra entre famílias após um índio sequestrar a filha de um outro Tupinambá e não querer devolver. Continuar lendo