Desejos

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Sabe aquele blog que você resolve criar de forma displicente, apenas para se expressar, ter um espaço para levar pelo mundo os seus pensamentos?

Um cantinho só seu que te possibilita ser platônica e que o próprio Platão te oferece uma nuvem para você viver no mundo das idéias?

Pois este blog é isso tudo, e um pouco mais. E o bom de tudo é descobrir que existem tantas outras pessoas morando nas nuvens que eu não me sinto só!

E é a você, que compartilha comigo estas nuvens, que eu desejo…

DESEJOS

Desejo a você…

Fruto do mato

Cheiro de jardim

Namoro no portão

Domingo sem chuva

Segunda sem mau humor

Sábado com seu amor

Filme do Carlitos

Chope com amigos

Crônica de Rubem Braga

Viver sem inimigos

Filme antigo na TV

Ter uma pessoa especial

E que ela goste de você

Música de Tom com letra de Chico

Frango caipira em pensão do interior

Ouvir uma palavra amável

Ter uma surpresa agradável

Ver a Banda passar

Noite de lua cheia

Rever uma velha amizade

Ter fé em Deus

Não ter que ouvir a palavra não

Nem nunca, nem jamais e adeus.

Rir como criança

Ouvir canto de passarinho.

Sarar de resfriado

Escrever um poema de Amor

Que nunca será rasgado

Formar um par ideal

Tomar banho de cachoeira

Pegar um bronzeado legal

Aprender um nova canção

Esperar alguém na estação

Queijo com goiabada

Pôr-do-Sol na roça

Uma festa

Um violão

Uma seresta

Recordar um amor antigo

Ter um ombro sempre amigo

Bater palmas de alegria

Uma tarde amena

Calçar um velho chinelo

Sentar numa velha poltrona

Tocar violão para alguém

Ouvir a chuva no telhado

Vinho branco

Bolero de Ravel

E muito carinho meu.

 

atribuído a Carlos Drummond de Andrade (não conferi a fonte)

Elegância, Inteligência, Humor, Respeito

ghost-2849718_640A invisibilidade feminina não está apenas no tempo passado. Neste post eu comentei como as mulheres cientistas eram “não-vistas”. Esta prática continua até hoje, quando percebemos que as mulheres têm menos chance que os homens no mercado de trabalho, ou se tem a mesma função que um homem, ganha menos. Isso a gente já está cansada de saber.

Mas uma grande questão que vemos ainda é a objetificação da mulher. Eu vi este vídeo abaixo, sobre um teste com mulheres vestindo roupas com sensor de tato e o resultado só confirmou o que já sabíamos. Da forma com que somos vistas – e tocadas.

Mas o que mais me incomodou no vídeo foi o depoimento de um rapaz logo no início, que disse: “quem vai sair uma quinta à noite para dançar?” (grifo meu). Então… como assim? Não posso?