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Dia das Mães: De Vênus de Willendorf a Ann Marie Jarvis

Desde sempre houve comemorações de figuras femininas, começando com as Vênus primitivas que simbolizavam abastança e fertilidade.

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A mais conhecida de todas estas Vênus é a Vênus de Willendorf, descoberta em 1908, na Áustria.

Na mitologia grega temos a figura de Hera, que ao mesmo tempo que é esposa ciumenta de Zeus, cuida de seus filhos, sendo ela deusa do casamento e da fertilidade.

Embora sempre se tenha comemorado a figura feminina, a fertilidade e a maternidade, o Dia das Mães só foi realmente estabelecido em 1914 na Virgínia (EUA), em uma homenagem de Anna Jarvis a sua mãe Ann Marie que já era falecida. Ela estabeleceu que esta comemoração seria realizada a cada segundo do mingo do mês de maio.

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Embora seja um filão para o consumismo, nada mais apropriado do que termos um dia para lembrar nosso papel mais que único da formação de nossos filhos.

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Clipes de Arte – Losing My Religion / R.E.M. Renascimento e Barroco se Encontram

No mundo contemporâneo as obras de arte não se encontram apenas na antiga tríade, sejam elas pintura, escultura e arquitetura. As artes digitais diferenciam qualquer produção, principalmente as de videoclipes. Um dos mais fantásticos clipes que já vi até hoje em termos de inspiração artística é o Losing My Religion – R.E.M do que se percebe claramente a disputa do estilo barroco com o renascentista.

Me atrevo até a analisar os frames segundo os fundamentos de Wollflin, que em seu trabalho historiográfico separa 5 pares de conceito que distingue o barroco do renascimento.

Renascimento

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Figura 1 – renascimento

 1) A forma fechada – fica claro neste frame, ou seja, toda a história cabe na imagem, o expectador não foge o olhar da tela, a tela está contida nela mesma.

2) Linearidade: percebemos os detalhes do panejamento, da asa, das nuvens. Os traços são contínuos.

3) Planaridade: Toda a cena ocorre em planos paralelos, ou seja, podemos facilmente retirar a árvore, por exemplo, sem prejuízo da imagem dos homens, o mesmo acontecendo com a montanha.

4) Pluralidade: Como existem planos paralelos que podem ser “fatiados” sem perda de contornos, cada fatia desta mantém sua autonomia. Estes planos são autônomos.

5) Clareza Absoluta: A tela é clara, transborda a claridade e assim se percebe todos os detalhes do quadro, como se o expectador estivesse jogando um foco de luz diretamente na tela.

Barroco

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Figura 2 – Barroco

1) Forma Aberta: No frame selecionado, percebemos que a cena não termina nela, existe uma diagonal nas personagens que faz com que o olhar saia da tela, procure algo fora.

2) Pictórico: não há contornos definidos, linhas formando toda a imagem. Por exemplo, não conseguimos ver os pés da mulher ou a perna direita do homem desnudo.

3) Profundidade: o barroco brinca com a profundidade através do jogo de diagonais e claro/escuro. Há peso na parede, texturas que não são vistas no renascimento

4) Unidade: A supressão de qualquer personagem “retalha” o quadro. Não se consegue recortar, por exemplo, o homem desnudo do homem ao lado sem perda da história.

5) Clareza relativa: No barroco mais do que em qualquer outro estilo, o jogo de sombra e luz se faz presente para dar dramaticidade e densidade na tela. A luz não é frontal como no renascimento, mas vem de uma diagonal, que deixa determinadas partes obscuras nas pinturas.

 

Na realidade a análise de obras de arte é uma dos temas mais interessantes para um historiador da arte, mas fazer este trabalho em videoclipes é fantástico.

 

Bibliografia:

WÖLFLLIN, H. Conceitos Fundamentais de História da Arte. São Paulo: Martins Fontes. 1984.